2/4/26

Imperium, não obrigado!

 


Quando muitas pessoas falam sobre como a sociedade deve ser organizada, surgem os debates clássicos: Estado laico, Estado-nação ou não, democracia, monarquia ou Império. Este último sempre soa mais “da hora” — especialmente para a direita, que, se não se radicaliza um pouco, não assusta nem as velhas tias do bairro.

Porque quando alguém sonha com um Imperium, na verdade está desejando um mundo onde todos pagam tributo e se submetem ao mesmo busto, pendurado em cada parede pública ao lado da bandeira do Estado.


Assim, entre construir vias romanas e aquedutos eleitorais para tentar ser o próximo César, está a batalha real — embora, claro, empunhar um gládio ou um AK pareça “inadequado” para o que chamam de democracia.
Uma palavra confusa, que rouba o mérito espiritual que a Torá oferece ao mundo.

Porque o poder da Fé move o que discurso nenhum sobre paz, democracia ou direitos humanos jamais moverá.

Invocar o nome de Deus mexe com as almas.
Falar em "direito à moradia" dá sono.
E o "direito de pernada" arranca risos de quem ouve e lágrimas de quem sofre.

E como é na cama que tudo começa —
Onde fica o templo, onde os destinos são selados nas cartas natais unidas dos pais —
Ali nasce a identidade, a alma marcada com luz divina.
Uma alma que encontra afinidade com outras que compartilham seus elementos e aspectos.
Aquilo que, vulgarmente, chamamos de simpatia, amizade, amor... ou ódio.

Então vem a pergunta:
Qual a razão para se dizer aos israelitas que devem considerar como “iguais” os não-judeus que não se interessam pela Torá nem pelo Deus de Israel?
A razão é imperialista.
Resumindo: o Vaticano ama tributo.
E ama expandir sua Fé — em nome de seu deus cristão, que na prática é o Estado canibal: Baal.

A Torá é para o mundo, sim — mas mediante aceitação voluntária.
Diferente do povo original de Israel, metade do qual rejeitou a Torá, e a outra metade ainda está em processo de elevação.
Se você aceita sua carta natal e a influência astrológica na sua vida, está trilhando um bom caminho, amigo — seja judeu ou não.

É por isso que surgiram os "direitos humanos" —
Um panfleto que muda conforme a pauta da semana:
A camada de ozônio ontem, os polos, o aquecimento global hoje,
e amanhã: "o direito à sombra para samambaias afrodescendentes".
Essa anti-Torá, onde não existem mandamentos, só direitos sem deveres,
onde tudo é permitido — menos questionar a Vaca Sagrada Europeia, ídolo egípcio supremo.

Paradoxalmente, os que vestem a capa da moralidade são os mais distantes do próprio ideal.
Você conhece o tipo: “faça o que eu digo, mas não o que eu faço”.
Mas a revolta dos escravos começa quando alguém tem coragem de dizer:
“Ame o seu próximo como a si mesmo.”
E o judeu? O judeu sabe quem é seu próximo,
quem está confuso,
e quem é seu inimigo.

Vivemos hoje um momento de extremismo babeliano,
onde os deuses antigos voltaram para dominar as almas humanas.
A Serpente Astral governa sobre elas,
e a luz do Criador não pode libertá-las — pois ainda não chegou o momento.

Mas para nós, sim.
Para quem entende o processo, o problema e o desafio que se aproxima.

Vemos milhares de cartas natais sendo desperdiçadas pelo sistema extrativista,
um sistema que já não consegue atribuir função ao indivíduo por meio da educação ou da vontade,
porque a vontade foi rotulada como “fascista”.

Como justificar entregar os melhores anos astrológicos
a uma carreira que só te dá “permissão” para um X,
sem garantir sequer que você tenha talento ou vocação?
E nem estou falando de diplomas comprados —
que são mais comuns do que se imagina.
Ou de colar em provas —
mas sim do conteúdo, do propósito,
de uma formação que não é mais demandada
num mercado devorado por impostos
para alimentar os estômagos dos fiéis do sistema —
cujo nome não está escrito no Livro da Vida, mas no Diário Oficial da União.

É por isso que cheguei a esta conclusão:
Se uma formação não serve para levar o homem de volta ao Éden,
onde ele não precise mais suar para ganhar o pão,
e onde dar à luz não seja uma tortura —
então ela não cumpre sua função. É roubo espiritual, não apenas econômico.

Pois o Éden é isso: Soberania.
Alimentar, Energética, Religiosa, de Segurança.
Cada um com seu Deus —
e que esse Deus retribua conforme sua afinidade com o verdadeiro,
apresentado ao mundo por alguém chamado Israel.

Porque quando caem as correntes que nos prendem uns aos outros,
é possível ver a afinidade real entre as almas,
como mostram as cartas natais.
A Torá é o farol que chama
aquelas almas que se lembram da origem
e desejam despertar.


Porque Jerusalém é a capital, sem dúvida.
Mas não de um Império.
Nem de uma ONU hebraica.
Nem da “única democracia do Oriente Médio”
onde o passaporte kosher é só um truque farisaico.

Jerusalém é a capital da Luz.
(Luz da Paz — seu significado literal.)

Ela não exige tributo
ela exige Tikún.

Ela não expande fronteiras
ela refina almas.

Ela não impõe seu rosto em cada casa
ela desperta o rosto verdadeiro em cada lar.

É o único lugar onde
o sucesso não é medido por lei fiscal ou PIB,
mas pela harmonia entre sua carta natal e o plano divino.

Naturalmente, ali não entram os que vivem do suor alheio,
os que transformaram o parto em martírio
para quem escolheu a vida —
porque esse foi o primeiro mandamento do Criador,
aquele que não tem busto nem cobra tributo:

“Coloquei diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.”
Devarim / Deuteronômio 30:19

No hay comentarios:

Publicar un comentario